quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Concurso público: primeira ou última opção de um jovem?

Mais uma transcrição dos comentários do Max Gehringer para a rádio CBN, desta vez do dia 02/10/2008, sobre o início de carreira numa empresa privada ou pública. Minha análise no final do post.



"Minha pergunta é bem simples", diz um ouvinte que vai direto ao ponto. "Um concurso público deveria ser a primeira opção de um jovem, ou a última?"

Em relação a uma carreira na iniciativa privada, o serviço público oferece uma série de atrativos. O mais óbvio é a estabilidade. Empresas privadas não podem dar garantia de emprego, mesmo para aqueles funcionários com desempenho acima da média.

O segundo atrativo é o salário. Na maioria dos concursos públicos, quem é aprovado já começa ganhando mais do que ganharia no primeiro emprego em uma empresa privada.

O terceiro atrativo é que a aprovação se dá através de um teste, que iguala todos os candidatos. Um concursando não precisa ficar respondendo a perguntas de recrutadores sobre seus pontos fortes e fracos, ou demonstrar que tem espírito de equipe ou que é um líder em potencial. Além disso, o teste também reduz a diferença acadêmica: quem estudou em uma escola de grife e tem um MBA, não leva uma enorme vantagem sobre um ótimo aluno de um curso sem renome.

Dito isso, qual é a vantagem de uma carreira na iniciativa privada? É a ascensão bem mais rápida para quem mostrar méritos individuais e estiver disposto a trabalhar sob muita pressão.

O resultado de tudo isso é que concursos públicos não são anunciados com alarde, porque não precisam ser: basta um simples edital em letras miúdas para atrair milhares de interessados.

Um último dado a ser considerado: apesar de muita gente reclamar que está difícil conseguir emprego, hoje em dia, estatisticamente falando, é mais fácil ser admitido por uma empresa do setor privado, do que ser aprovado em um concurso público.

Fonte: Max Gehringer, para CBN, e Blog Estou Sem

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Uma das frases que costumo sempre falar e repetir é: não se arrependa das coisas que você fez, e sim daquelas que deixou de fazer. Tem horas que eu penso o por quê esperei tanto para cair de cabeça nos estudos, meu pai sempre trabalhou em empresa privada, e minha mãe foi funcionária pública da prefeitura de São Paulo por muitos anos, ela ministrava aulas de Português e Inglês para alunos do antigo 1° grau (5a. a 8a. série), e ambos nunca falaram nada de concursos públicos, nunca incentivaram a largar sonhos para entrar ao funcionalismo, creio que eles queriam que eu escolhesse, que eu achasse o que era melhor.
Tem horas que penso, o por quê não aproveitei os concursos anteriores do cargo que busco (e foram 2 certames após terminada a faculdade), e esperei até meados de 2008 para saber o que realmente era ideal para mim. Não me arrependo 100% disso, pelo menos uma certeza é que eu posso dizer que tentei, frustrado, ascender na minha carreira no setor privado. Consegui muitas coisas, mas não foi suficiente para realizar-me pessoalmente e profissionalmente. Busco agora correr atrás do tempo perdido com 100% de certeza que o meu lugar não é aqui, no setor privado.

4 comentários:

Nabita disse...

FH, acontece que a gente é muito maior do que o setor privado. Precisamos de tempo para os nossos projetos pessoais, hehehe.

Deixe o setor privado pra quem não tem vida!

Dr.Thiago disse...

É meu amigo... Funcionarismo público é o caminho!!!

Teca... ou Ferrr... :))) disse...

1) Adorei o blog!
2) Mais difícil do que seguir o nosso destino é encontrá-lo. Vai com tudo, FH!
3) Já disse que "tô muito aí procê?" Rssss...
4) Já chegamos aos 345.455.446.789 followers e 455.222.345.876 seguidores???
Bjão...

Anônimo disse...

Sou servidor público e às vezes me arrependo. Vejo colegas ganhando o triplo, 4x o que eu ganho e crescendo profissionalmente, viajando a trabalho, etc. Eles têm menos tempo livre, mas têm. O meu tempo livre uso todo para estudar e passar num concurso melhor, mas está cada vez mais acirrado, e as bancas cometem muitas injustiças.