READ US IN YOUR LANGUAGE!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Qual a melhor opção: empresa privada ou funcionalismo público?

Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 16/12/2008, sobre empregos e carreiras, com meus comentários no final da matéria.



"Tenho 28 anos", diz uma ouvinte, "trabalho em uma multinacional. Fiz um concurso público e passei. E agora, estou com uma dúvida cruel. O que seria melhor para mim, a empresa privada ou o serviço público?"

Bom, o melhor mesmo seria a forma híbrida, ser um empregado estabilizado em um sistema que premiasse o mérito individual. Sem a intenção de aumentar a crueldade de sua dúvida, eu lhe diria que qualquer que seja a sua opção, você irá se arrepender dela em algum momento. Se você continuar na empresa privada, há uma boa chance, de num período de 10 anos, você ficar desempregado. Esse é o lado inglório da vida corporativa. Bons funcionários também são despedidos. Ou porque a empresa foi comprada por outra, ou porque pessoas são substituídas por equipamentos, ou porque a empresa passa por um mau momento e é obrigada a reduzir custos. Quando isso acontecer, você certamente dirá que ter optado pela iniciativa privada foi um erro.

Mas, se você optar pelo serviço público, o ritmo de sua carreira irá mudar. A começar pelo fato de que aumentos salariais não contemplam o mérito de cada um, mas toda uma categoria, e mesmo assim, se houver recursos previstos em orçamento. Um dia, inevitavelmente, você começará a pensar que estaria ganhando mais, que teria tido mais chances de ascensão, se tivesse continuado na empresa privada.

A minha sugestão é a seguinte: faça um orçamento pessoal considerando como base o primeiro salário que você iria receber no serviço público, e sem qualquer reajuste, pelos próximos 10 anos. Se você acredita que poderá equacionar seus gastos dentro desse parâmetro financeiro, opte pelo serviço público. Caso contrário, continue onde você está.

Não existe uma regra clara para definir o que é mais importante na vida profissional. Se ter estabilidade e salário fixo, ou se correr riscos e ter um salário que tanto pode ser grande, quanto pode ser zero. Essa é uma decisão que compete a cada um.

*************

Eu arrisco, mas pouco. Com certeza, aos 40 anos não quero passar por uma demissão e preocupar-me na questão com o que farei com esposa e filhos. A vida está cada vez mais dinâmica, vejo pelos estagiários que aqui trabalham, e hoje estou com 30 anos, sou poliglota e tenho uma boa formação acadêmica; o risco aumenta com o passar dos anos, principalmente num mundo totalmente globalizado.
Vai também do que você quer, se está feliz no momento. Não é o parágrafo da derrota, mas se não engrenou até agora, 40% de chances que isso realmente aconteça. Prefiro apostar nos outros 60% e ter a vida que eu sempre sonhei, trabalhando para ajudar o bem comum e não um grupo de empresários a ter mais dinheiro.

4 comentários:

Dinho! disse...

hahahaha adoro essas materias!!!

A sugestao do comparativo dos salarios por 10 anos é fantastica...nunca que em uma carreira publica eu estarei ganhando mais que na privada nesse periodo...

e sobre a preocupação de ficar sem trampo mais tarde, ou ter que procurar algo "mais tarde", porra velho, como vc mesmo disse, poliglota, otima formação, etc...basta querer e correr atras. A nao ser que a partir de agora queira estacionar no tempo, fechar os olhos para o mundo e nao se atualizar nunca mais. E detalhe, que mesmo assim, eu acho que nao arruma emprego bom nesse pais e em qualquer lugar, quem realmente nao quer, ou nao corre atras, claro.

minha area tem varias vagas bacanas no setor publico, mas na boa, nenhuma delas me despertam 5% de interesse, serio, mas isso vai de pessoa para pessoa, de momento para momento...enfim...............

abs

Sara disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
Anônimo disse...

Concordo FH, dinheiro não é tudo na vida, e é isso que mais venho me questionando... o que eu tenho verdadeiramente feito de útil à sociedade e ao meu país por meio do meu trabalho?
Beijos, Sara.

Nabita disse...

Dinheiro não é tudo na vida, mas qualidade de vida é. É claro que não dá pra passar o resto da vida com um salário de 800 reais e sustentar mulher e filhos. Mas há cargos públicos com um salário suficiente para se viver bem, sem grandes luxos.
Não há o stress do medo de perder o emprego ou atingir metas para enriquecer o dono da empresa. É possível ter um cargo de confiança ou em comissão e o serviço será puxado como na iniciativa privada, e pode ser recompensador e dinâmico.

Enfim, eu sou suspeita pra falar. Minha mãe trabalhou a vida toda nos melhores hospitais, mas há alguns anos passou num concurso, foi trabalhar num posto de saúde ganhando 1/3 do que ganhava antes e acha muito mais compensador. Temos fins de semana livres, temos horários mais fixos, tempo pra família, para um curso, para projetos pessoais (escrever um livro, qualquer coisa).
Mas como disseram aí em cima... vai de cada um.

Related Posts with Thumbnails