sábado, 30 de maio de 2009

Enfim, FÉRIAS!!!!!!!!


Férias! Sinônimo de descanso, planejamento futuro, novas amizades, novos lugares, ... É o período que o corpo cansa e a mente descansa. Já falei algumas vezes por aqui sobre o roteiro deste ano. Confiram clicando aqui ou aqui; basicamente Norte (o deserto) e Sul (a Patagonia) do Chile.

Como serão férias totais, nao estou levando notebook e acessarei pouquíssimo a internet portanto, não poderei atualizar a Rota na mesma velocidade que viajo, mas prometo que na minha volta deixarei as matérias para todos lerem. Mas para que os leitores nao fiquem sem ter o que ler (rsrsrs), já programei alguns posts, então não se assustem caso esteja atualizado.

"Um dia é preciso parar de sonhar e, de algum modo, partir." Amyr Klink

Até a Volta!

terça-feira, 26 de maio de 2009

A carne sem exageros


O Clube do Churrasco é um lugar que costumamos freqüentar quando dá vontade de comer uma boa carne com um excelente custo-benefício, mas sem o exagero dos rodízios. Atrai famílias inteiras, principalmente nos fins-de-semana, quando a fila chega a 1h de espera ou muitos grupos de amigos para o famoso happy hour de todos os dias. Foi o lugar escolhido pela minha mãe para o almoço do Dia das Mães (meu bolso agradece!).



Se a fila nos fins de semana chega a 60 minutos, no Dia das Mães, quando peguei a minha senha, a atendente comentou algo de 1h30 de espera. Não sabiamos se ficaríamos ou não, pela demora, mas ai o garçom ja veio com uma porção de pão de alho para "passar o tempo", naquela ocasição, cortesia da casa. O pão de alho do Clube realmente é fascinante, crocante por fora e levemente recheado de queijo com alho por dentro. Aproveitamos e pedimos uns espetinhos de queijo coalho e muzzarela, todos vieram rapidamente e no ponto certo do queijo.



A formação desta espera de 1h30 foi devida chuva que caiu minutos antes, e, com isto nao poderiam usar a área externa para acomodar mais famílias.

Tivemos sorte e em 1h10 nos chamaram à mesa. Como já ficamos olhando o cardápio para escolher, eles tem o sistema "churrasco + 3 acompanhamentos" e outras opções como a picanha de avestruz no rechaud, outras carnes em corte aperitivo e espetinhos diversos.


Como aperitivo, servida em uma tábua de madeira, a Lingüiça Calabresa Picante é bem saborosa, porém é preciso estar preparado, pois não há qualquer economia na pimenta.


No cardápio também há porções generosas de picanha e maminha fatiadas, para matar a fome de bastante gente. Mas se a idéia é pedir um prato individual, o Baby Beef é uma boa escolha. É bem macio e custa só R$ 15,90 com direito a três acompanhamentos.


Eu escolhi um famigerado Filet Mignon ao ponto para bem passado, fritas, arroz e molho de cebola.


Minha mãe escolheu a sugestão acima, um Baby Beef bem passado, com arroz e polenta. Meu pai escolheu uma macarronada gigantesca ao sugo (infelizmente faltou a foto).


Além das carnes vermelhas, o cardápio de grelhados inclui chester, frango e peixes como tilápia e salmão. O lugar é bem arejado e com certeza vale uma visita. Para aqueles que gostam de carne, é uma excelente pedida.

Bom apetite!


Clube do Churrasco
Av. Dr. Vital Brasil, 1111 - São Paulo/SP
(11) 3726-6239
mais um endereço em Pinheiros

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Feira de San Telmo: surpresa a cada metro

Ponto final dos famigerados "city tours" que todos turistas fazem, a feira de San Telmo aos domingos agrada aos iniciantes em Buenos Aires e pode ser ponto de partida para uma inesquecível caminhada pela capital argentina.

San Telmo, o bairro que é o berço do tango, não é o lugar mais econômico para se fazer compras, mas sair de lá sem comprar uma lembrança é praticamente impossível. Os brasileiros adoram caminhar por entre as barracas e descobrir que tudo, ou quase, pode estar à venda. Desde antigos discos de vinil até robustos gramofones dos anos 1930, passando pelas recém-fabricadas "antiguidades" que farão sucesso na estante da sala. Imãs de geladeira com o rosto de Gardel ou Evita e pulseiras feitas com talheres tortos são outros artigos bizzaros que a garimpagem pode encontrar.

Muitos músicos de rua disputam a atenção e as moedas dos fãs loucos por escutar o legítimo tango portenho. Permitir-se passar alguns minutos ouvindo aquela melodia pode arrancar lágrimas dos mais emotivos, afinal, o som e a dança traduz a dramaticidade de espírito do argentino. Também, ínumeros casais artistas dançam na rua e cobram caso você queira tirar fotos com eles; uma recordação dos minutos "Dança dos Famosos/Dancing with the Stars" que você teve (pelo menos, eu fui um tango dancer wannabe) custa AR$ 10 a foto tirada com a sua máquina. E já que estamos em Buenos Aires, por que não sentar em uma mesa de calçada e tomar um café, com uma media-luna com doce-de-leite, ou uma Quilmes moderadamente gelada, admirando o vai-e-vém das milhares de pessoas que andam pelas ruas.

Caminhando para fora da muvuca da feira, os preços vão diminuindo e um ambiente decadente vai surgindo. O centro antigo de Buenos Aires está muito mal-tratado mas, como meu gosto é meio duvidoso, até os prédios em ruínas ajudam a compor um cenário de "decadence avec élégance". Próximo a feira, na solidão do domingo, encontrei um sebo aberto e a tentação de entrar foi irresistível. As livrarias portenhas são uma atração à parte, uma interessantíssima viagem no tempo em que se mergulha na cultura daquela que foi, durante décadas, a capital cultural da América do Sul.

Não deixe de passar uma manhã de domingo em San Telmo. Tudo nos remete à Argentina da década de 50/60/70, ao tango e as milongas que estão encravadas nas paredes nas casas recentemente reformadas.

Bom Passeio!



SERVIÇO
Feira de San Telmo
Todos os domingos 10am ~ 5pm
Local: Plaza Dorrengo e arredores
Bairro: San Telmo (proximo ao Dique 1 de Puerto Madero)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Bus Test: Andesmar

É incomparável a diferença do serviços de ônibus de longa distância do Brasil e dos outros países do Cone Sul. Em novembro passado tive a oportunidade de viajar de Mendoza a Buenos Aires, na Argentina, uma viagem de 710km percorridos sem paradas. O ônibus fecha suas portas em Mendoza e só abre depois de 13 horas, já na capital federal argentina.

Pode parecer uma viagem cansativa, mas não é. Claro que não podemos comparar esta viagem com o serviço aéreo de 1h30 de viagem entre as 2 cidades, mas podemos falar de preços. Hoje, um serviço de primeira classe de ônibus (o leito deles) gira em torno de US$ 61 contra os US$ 99 no serviço aéreo; aqui convém um adendo: você até pode encontrar uma passagem aérea com o mesmo valor do leito de ônibus, porém precisa comprar a ida E a volta e com no mínimo 3 meses de antecedencia. Como eu só usei um trecho (Mendoza - Buenos Aires) e da capital iria voltar ao Brasil, encarei as 13 horas. Para aproveitar mais a viagem, e pagar uma diária a menos de hostel, viajei durante a noite e posso falar que foi uma das viagens de ônibus mais confortaveis que fiz durante toda minha vida.

Para começar existe um site argentino muito funcional que vende passagens para todo pais: o Plataforma 10. É comodo, simples, rápido e aceita todos os cartões de créditos. Lembre-se só de confirmar a plataforma do ônibus quando chegar na rodoviária pois, diferente do Brasil, na Argentina e Chile, eles podem sair de qualquer plataforma e, no e-ticket emitido pelo site, nao traz a plataforma de embarque.

Após comprar a passagem pelo site, recebo um mail do SAC da Andesmar com sugestão de jantar para a minha viagem: carne, massa ou frango, pedindo que eu escolhesse uma das 3 opções. Como?? Eu tinha um menu de jantar num ônibus? Ah, ok! Escolhi carne, estava na Argentina e queria ver se a carne do ônibus era boa mesmo.

Chegando na rodoviária e plataforma devidamente confirmada, já vejo o imponente ônibus da Andesmar, o double deck Volvo Panoramico DD. São 2 configurações de classe, embaixo a primeira, sendo 6 poltronas (butacas em espanhol) com duas fileiras na configuração 2 - 1 e, na parte de cima a executiva, sendo 10 fileiras na configuração 2 - 2. Comprei a poltrona de lado unico embaixo, achei melhor pois viajava sozinho e não incomodaria ninguém.

Ai começam as surpresas de viajar num ônibus deste porte:
  • Poltrona mega-ultra-master-blaster larga toda em couro e extremamente limpa.
  • Travesseiro grande
  • Cobertor grande
  • Inclinação de 180º
  • Frigobar no piso



Entramos no ônibus, o Rodomoço se apresentou e disse que estaria a qualquer dispor dos passageiros. Depois de uns 20 minutos saindo de Mendoza, Hernán passou alegremente em cada butaca entregando uma cartela de bingo e depois no microfone disse que estariamos começando o tradicional "Bingo Andesmar", onde o premio seria somente para a cartela cheia uma garrafa de vinho branco. Realmente foi muito animado o tal bingo, mas infelizmente não ganhei.


Depois, iniciou um filme onde era em inglês com legendas em espanhol. Se nao me engano o primeiro filme era 12 homens e outro segredo. Acabando o filme foi servido o jantar. Hernán, passou na minha butaca e confirmou se o meu pedido era carne, conforme eu tinha feito na internet e que ele recebeu da empresa. Confirmei e realmente a comida era boa, farta e bem quente (carne, batata sauté, salada); tinha até um alfajor de sobremesa.


Encerrado o jantar, começou o segundo filme, era uma comédia romantica, não lembro o nome agora. E junto com este filme, foi servido champagne para todos, e sem regular quantidade, eu mesmo tomei umas 4 taças. Ótima tática deles para fazer os passageiros capotar durante a noite. Depois do filme, inclinei minha poltrona totalmente a 180º e dormi como se estivesse em casa. PERFEITO.


Acordei umas 7am, já na província de Buenos Aires (como se fosse o Estado), faltava cerca de 1,5h para chegar à Capital Federal. Novamente, veio Hernan, dando buenos dias a todos e já distribuindo o também farto café da manhã, um sanduiche de miga (como nosso mistro frio), alfajor (sempre), umas frutas em pedaços, uma caixinha de suco e outra de achocolatado.

Único ponto negativo: o banheiro. São 2 para 46 pessoas, numa viagem sem paradas. Preferi usar a mente e não usá-lo.

Depois desta longa viagem, literalmente na primeira classe, chegamos na rodoviária de Buenos Aires. E lógico, com a sensação de ter descansado e pronto para as caminhadas e descobertas na capital porteña. Este tipo de serviço é comum nos ônibus de longa distância (tramo largo em espanhol) no Cone Sul (menos Brasil, claro); com certeza, os serviços de primeira-classe, executiva, cama executiva de diversas companhias como Cata, Sendas, Rutamar, TurBus, Pullman, FlechaBus, entre outras, você encontrará este mesmo tipo de serviço. E tenha certeza de uma coisa: vale a pena!

SERVIÇO:
Plataforma 10: www.plataforma10.com

BUS TEST:
Viação: Andesmar
Rota: Mendoza - Buenos Aires (Retiro)
Horário: 19h
Data: 07/11/2008
Classe: Primeira

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Subir? Guia da Altitude.


Mal da Altitude, Mal Agudo da Montanha (MAM), Soroche - em espanhol - ou Acute Mountain Sickness (AMS) - em inglês - são os diversos nomes dados aos sintomas que sentimos quando subimos a uma altitude maior que 2500 msnm.
Este post tem o objetivo de conscientizar alguns cuidados que devemos ter em travessias, escaladas e turismo de alta montanha, e não gerar pânico; como toda atividade em montanha, tem que ter cuidados, limites e responsabilidades e sempre estar com pessoas experientes nos locais que nos aventuramos. É extenso, mas bem didático para entender melhor o que acontece com nosso corpo.


O que é mal de altitude?
O mal de altitude é o nome dado aos sintomas e reações fisiológicas do corpo humano (em resposta), que se produz como conseqüência da exposição a baixa pressão de oxigênio que existe em grandes altitudes, como Nepal, Cordilheira dos Andes entre outras, pois à medida que subimos acontece uma diminuição progressiva da pressão atmosférica e também da pressão parcial de oxigênio no ar que respiramos.

O oxigênio é essencial para a vida ativa do corpo e sua diminuição brusca produz importantes alterações que podem levar até a morte. Por esse motivo, que os montanhistas, durante as ascensões a montanhas altas e cumes, tem que se submeter a um período de aclimatação com o único objetivo de que o nosso organismo se adapte as baixas pressões de oxigênio.


Onde sentimos o mal de altitude?
Os primeiros sintomas do mal da montanha podem começar a ser sentidos a partir dos 2.500-3.000 metros de altitude acima do nível do mar. Muitas estações de esqui se encontram nestas alturas. Em pessoas mais sensíveis, podem até aparecer em alturas menores. A partir dos 5.000 metros de altitude acima do nível do mar, dificilmente encontramos pessoas habitando permanentemente estes locais, poderiam morrer devido aos sintomas apresentados nessa altura. Por tanto, o risco de sentir o Mal de Altitude em áreas como as montanhas do Nepal e Cordilheiras dos Andes são possíveis senti-las a partir de uma altura entre os 3.000 e 4.000 metros de altitude, é as possibilidades são reais, por isso uma ótima aclimatação é necessária. A cada ano temos pelo menos sete mortes relacionadas com a altitude, dentro os 50.000 viajantes que vão ao Nepal. O índice de mortalidade é aproximadamente de um 4% para ascensões a picos com alturas superiores a os 7.000 metros.


Fatores que podem ajudar

A incidência do mal de altitude varia muito de pessoa para pessoa. Tem pessoas que suportam melhor que as outras as ascensões rápidas. Temos o fator de velocidade nas subidas (Quanto mais rápida a ascensão, maior é a probabilidades de sentir o mal da montanha), outro fator que pode influenciar é nessas alturas, é a atividade intensa e continuada y também a idade (Os mais jovens e os de 3ª idade apresentam maior predisposição). O mal de altitude não depende da má forma física e tranquilamente pode afetar atletas mais experientes.


Aclimatação

Ao diminuir a pressão de oxigênio no ar inspirado, portanto no sangue, o nosso organismo estimula uma série de mecanismos que possam levar mais oxigênio as nossas células. Assim aumenta a respiração e a nossa pulsação, também afeta as nossas batidas do coração e número de glóbulos vermelhos (As células do sangue responsáveis pela capacidade de transportar o oxigênio). A redução de oxigênio tem uma serie de conseqüências: aumento de pressão na circulação pulmonar (hipertensão pulmonar), variação dos valores do PH sanguíneo (acidez), alterações do equilíbrio entre líquidos/eletrólitos (sal), assim como um possível edema.

O mal de altitude se manifesta em ascensões rápidas, na variação de uma altura determinada a uma outra maior e permanecer nessa altitude sem uma prévia aclimatação de maneira adequada.


Como podemos evitar o mal de altitude?

Fazendo uma ascensão gradual. A primeira coisa e mais importante e subir lentamente, realizando um período adequado de aclimatação de 2 a 3 dias a uma altura determinada (Começar aos 2.000 m) antes de passar a noite em uma altura maior. Ou seja, ascender ou escalar durante o dia e depois voltar, dormindo duas noites consecutivas num acampamento de altura inferior.
È aconselhável ter ritmos de ascensão: até os 5.000 metros ascender numa média de 340- 400 metros no máximo, a partir dos 5.000 m e até os 6.000 m, ascender 250 metros por dia; e acima dos 6.000 m, ascendermos no máximo de 150-200 m por dia.
No caso dos sintomas aparecerem, é fundamental descer uma quantidade inferior a que estava aclimatado e descansar durante 24 ou 48 horas antes de reiniciar a ascensão. Se os sintomas são graves, iniciar a descida imediatamente.
Beber muito líquido (pelo menos 3 ou 4 litros diários).
Evitar beber bebidas alcoólicas.
Dieta energética e evitar exposição ao frio.
Medicação: obrigatoriamente consultar seu médico.


Primeiros sinais do mal de altitude

Os primeiros sinais se desenvolvem geralmente nas primeiras 36 horas. Afetam mais de 50% dos viajantes, no caso montanhistas e trekkers que vão acima dos 3.500 metros e quase 100% as pessoas que sobem rapidamente aos 5.000 metros sem aclimatação.
  • Uma dor de cabeça leve
  • Náuseas e mal estar geral
  • Ligeiras tonturas
  • Dificuldades para dormir
Se aparecerem estes sintomas, numa altura abaixo dos 3.000 metros, se recomenda parar e descansar alguns dias antes de continuar subindo. Se aparecerem aos 3.500 metros, tem que descer de 300 a 500 metros, e ficar ai durante 2 dias antes de continuar subindo.


Sintomas graves do mal de altitude
  • Uma dor de cabeça intensa e grave, que não desaparece com analgésicos, vômitos contínuos;
  • Náuseas marcadas
  • Tonturas, alterações visuais.
  • Pressão no peito, respiração e pulso rápidos, sensação de dificuldade respiratória.
  • Inchaço ou edema, geralmente em torno dos olhos e em alguns casos nas mãos.
  • Diminuição da quantidade de urina, confusão e desorientação.
  • Trocas psicológicas como (indiferença, perda do sentido de perigo, etc.) e convulsões.
Quando se apresentam estes sintomas devemos buscar ajuda médica imediatamente e iniciar rapidamente o descenso até a menor altitude possível.


Formas graves do mal de altitude

Existem duas formas graves do mal de altitude. Podem ser precedidas de sintomas leves (dor de cabeça, insônia, falta de apetite, tonturas leves) ou podem aparecer bruscamente num alpinista ou andinista previamente saudável, a causa de uma ascensão de grande desnível ou realizada de maneira rápida. (As duas tem um alto índice de mortalidade e podem acontecer quando já se passou um dia ou um dia e meio, numa altura ofegante, normalmente, acima dos 3.500 metros). São os seguintes:

Edema pulmonar de grande altitude (HAPE – líquido nos pulmões)
Os sintomas de HAPE são graves, e incluem dificuldade respiratória importante, tosse seca, expectoração sanguinolenta, pressão ou dor no peito, palpitações e fadiga. Dá para ouvir ruídos de borbulhas durante a respiração (edema pulmonar). Os lábios, orelhas e unhas podem parecer azuladas (cianóticas), devido a falta de oxigênio.

Edema cerebral de grande altitude (HACE – líquido no cérebro)
Esta é a forma de se manifestar mais gravemente e rápida do mal de altitude. Os sintomas de HACE são fundamentalmente: náuseas, vômitos, dores de cabeça, alterações visuais, irritabilidade, distração, confusão, possível perda de consciência, convulsões e coma.


Tratamento

Se os sintomas são leves, o repouso pode ser no mesmo terreno durante 24 - 48 horas, junto com uma boa hidratação e com uma dieta energética. Não pode em hipótese nenhuma continuar ascendendo para não evoluir para os sintomas mais graves.

Se os sintomas são graves ou pioraram, devemos iniciar imediatamente a descida da pessoa até a menor altura possível, e sempre acompanhada. As vezes uma descida de 400 metros já faz se sentir melhor.

Outra medida é administrar oxigeno, uma quantidade de 3 a 5 litros por minuto a uma concentração não inferior a 40%. Para o tratamento de dor de cabeça pode ser usado um analgésico recomendado pelo seu médico.

Importante esclarecer que qualquer remédio não substitui a descida para um nível mais baixo.

Na região dos Andes há o costume de mascar folhas de coca ou tomar seu chá.


Quem não deve se expor nunca a uma grande altura?
  • As pessoas com problemas cardíacos e pulmonares crônicas (Ex.: bronquite crônica, enfisema e algumas pessoas com asma grave).
  • As pessoas com anemia (Baixo conteúdo de hemoglobina no sangue).
  • As pessoas com problemas de coagulação sanguínea e com histórico de trombose (coágulos).
  • As pessoas que já tiveram HAPE o HACE.
  • Mulheres grávidas e crianças.
  • Pessoas com pressão sanguínea elevada e com tendência a apineia durante o sono.
Outros problemas que temos que ter cuidado em alta montanha são as queimaduras solares, cegueira passageira causada pela neve (oftalmia), o frio e congelamento.

Fonte: Aventura e Vida com edição de FH Martins.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Inverno? Muito Frio? Sinta-se no verão!

Esquiar ou passeios em lugares frios, para as atividades de montanha e esportes ao ar livre, o ideal é vestir-se de maneira correta e mais versátil possível. Em climas frios ou muito frios, necessitamos proteger o corpo contra o vento, a umidade, a neve e outras intempéres, assim, a melhor maneira de se vestir para atividades ao ar livre é o sistema de camadas e a arte é o de encontrar uma boa mistura entre as diferentes camadas que compõem este tipo conjunto protetor.
Basicamente, existem três principais camadas, mas poderá aumentar, dependendo do tipo de atividade e ou clima de onde será utilizada. Com o grande avanço tecnológico dos tecidos, existe no mercado uma grande gama de produtos, os quais estão bem detalhados neste post do 'LeoRJ', mas aqui no 777 deixei o post bem objetivo, para um conhecimento inicial.

1ª Camada - Roupa Interior - Segunda Pele

É a camada que estará em contato com a pele, cuja função é transferir a umidade do suor pra fora, mantendo o corpo o mais seco possível. Esta capa deve ser de tecido de rápida secagem e os materiais mais utilizados são o polipropileno e poliéster; os mais avançados utilizam o sistema e Power Dry® (Polartec).

2ª Camada - Roupa Intermediária - Polar

Esta segunda camada é a responsável de manter o calor corporal. Existem vários tipos de tecido e o mais comum é o fleece, que também é chamado de pile. Atualmente é possível encontrar uma grande variedade de tecidos e composições, que entre si, são altamente diferentes no quesito aquecimento e resistência a vento.

3ª Camada - Capa Externa Impermeável - Anorak

A terceira camada, impermeável ou externa, serve para proteger contra o vento, água ou neve. Exitem vários tipos de materiais, composições e tipos de shell (composição da camada externa de tecido do conjunto do anorak).
Basicamente um casaco impermeável com uma composição interna de tecido polar.

3a. Camada Especial - Frio Extremo

Em casos excepcionais de frio extremo (-10ºC pra baixo) pode-se utilizar um casaco com isolamento de fibra ou pluma de ganso.

PLUMA DE GANSO - É o melhor isolamento conhecido, mais leve e compressível que se pode encontrar no mercado. É ideal para todo tipo de atividades de inverno com baixa umidade ambiental, já que ao existir demasiada umidade, a pluma perde sua capacidade de isolamento térmico, como por exemplo em travessias sobre lagos ou oceanos congelados, onde a umidade é muito alta.

Vantagens:
- Muito compressível
- Leve
- Pouco Volume
- Muita capacidade de retenção de calor

Desvantagens:
- Molhado perde sua capacidade de isolamento térmico.
- Quando molhado custa muito a secar
- É necessário lavar com produtos especiais
- Custa bem mais caro

FIBRA SINTÉTICA - Necessita de mais volume que a pluma para conseguir um bom isolamento, sua espessura irá variar segundo o fabricante da fibra utilizada no enchimento. É um isolante de fácil cuidado e uso. A fibra sintética se diferencia da pluma por não perder suas propriedades de isolamento em condições de alta umidade e possuir secagem bem mais rápida.

Vantagens:
- Seca mais rápido que a pluma
- Não necessitam maiores cuidados ao lavar
- Menor preço
- Não perder sua capacidade de isolamento térmico em condições de alta umidade

Desvantagens:
- Volume consideravelmente maior que a pluma
- Maior peso
- Menor capacidade de isolamento térmico

Em general pode-se dizer que um casaco de pluma é mais conveniente para expedições de inverno a locais muito frios e secos, mas para uso geral, é mais recomendável um casaco de fibra sintética.

Considerações finais:
  • As peças acima citadas, não são somente para a parte superior do corpo (tórax), o sistema de combinação de camadas para as pernas é o mesmo sistema utilizado no tórax.
  • Em atividade física, o indivíduo poderá alternar e retirar ou não alguma das camadas, pois quando estamos em atividade, o corpo pode sobreaquecer e será preciso maior eliminação de vapor de suor. Então... Se começar a suar muito, melhor ir retirando as camadas superiores até regular melhor a temperatura corporal.
  • A tecnologia dos tecidos deve ser levada em conta pra escolha de gorros, cachecóis e luvas, mas não necessariamente será preciso a combinação de camadas para essas peças, tendo em vista que muitos desses equipamentos, são vendidos completamente prontos para uso solo (sem necessidade de complementos). 
  • O sistema de três camadas raramente será utilizado no Brasil, tendo em vista que ele é ideal para climas de 5C para baixo, mas nada impede a utilização individual das peças.

Fonte: Mochileiros, re-editado por mim.


Para quem não quer gastar muito, faça uma visita a Decathlon. Eu comprei esta blusa e esta calça como segunda pele, esta blusa para uma possível 2a. camada e este casaco para um corta vento ou impermeabilidade para neve - 3a. camada. Já usei o casaco para testar o investimento e segurou um frio de 12C úmido muito bem, e senti que ele seguraria bem mais.

Também tem esta Loja de Inverno que envia para todo Brasil por Sedex, é só ver os códigos das roupas que você quer e seguir as indicações que tem no site.

Boa Viagem, agora, sem passar frio!

sábado, 16 de maio de 2009

Welcome to Fabulous Las Vegas!

Isolada no meio do deserto de Nevada, quase à beira do Grand Canyon, Las Vegas parece ter sido colocada ali por algum alienígena boêmio: tudo é bem estranho. Começa pelo absurdo de sua localização, fruto da loucura "visionária" do empresário Bugsy Siegel, que, em 1946, construiu o maior e mais caro hotel da época, o Flamingo; passa pela maluca coexistência da arquitetura egípcia (Alladin Casino) com a romana (Caesars Palace); e termina no prejuízo... Mesmo os mãos-de-vaca acabam jogando ao menos umas notinhas. Aliás, as máquinas caça-níqueis começam a fazer parte da paisagem já no aeroporto. E nunca mais sairão do caminho.
Estão espalhadas em meio às dimensões mastodônticas de cassinos, hotéis, restaurantes, lanches, copos de refrigerante e lojas. Basta sair do avião para dar de cara com a Las Vegas Boulevard, a avenida principal, com 90% das atrações turísticas. O impacto é imediato: assim que você ver a esfinge do Luxor e o imenso leão dourado do MGM, perceberá que entrou na terra mais artificial e divertida do mundo. Uma terra improdutiva e árida de nascença, mas que movimenta pelo menos 32 bilhões de dólares por ano, atrai mais de 35 milhões de turistas e deixa qualquer um se perguntando como raios alguém teve a idéia de abrir um cassino naquela lonjura, debaixo de um calor de 46 graus no verão. Mas não importa: o negócio deu certo.

Eu morava em Oakland, CA e num fim de semana prolongado eu e mais 4 amigos decidimos pegar um avião para Vegas. Atraso básico de 2h da United no aeroporto de San Francisco, chegamos em Vegas. Tudo impressionava: as luzes, as cores, as pessoas, os cassinos. Esteja preparado para o calor e o frio a noite: você está no deserto. Beba muita água por causa da baixa umidade (sempre ao redor de 25 - 30%).

Boa parte de sua economia é gerada através do turismo. A cidade ainda concentra grandes e importantes empresas, além de indústrias, fazendo de Las Vegas um dos mais destacados pólos econômicos dos Estados Unidos da América.

A cidade que não dorme e reserva diversos atrativos. Dos 3 dias que passei no meio de tanta informação, vi um dos espetáculos mais facinantes da minha vida: o show de ilusionismo de Siegfried & Roy. Nao tenho o que comentar, é ver para crer literalmente. Para quem não conhece, é aquela dupla de ilusionismo que sempre se apresentavam com um leão albino no Hotel Mirage. Atualmente eles nao se apresentam devido a um acidente com o Roy, mas vale a pena fazer um double check.

A outra opção tão concorrida é o Cirque du Soleil, que têm 5, isso mesmo, cinco espetáculos simultâneos em Vegas.



Outra atração impressionante é o Blue Man. Já tinha conferido em Nova York, mas nao custa ver o 2o. melhor espetaculo do mundo na minha opinião. Eles se apresentam no Venetian, aquele hotel-casino que imita Veneza.



Outro passeio imperdível é ver a dança das águas no Hotel Bellagio, aquele mesmo hotel do filme 11 homens e um segredo. É um espetáculo grátis e que acontece a cada 60 min, desde as 3pm até a noite. Tente ver ao dia e a noite, a luz faz uma diferença incrível.




A fachada do Treasure Island, rebatizada de simplesmente TI, com o lago em frente é apresentado todas as noites um dos shows mais concorridos da cidade, o Sirens of TI (Sereias do TI), representando uma luta entre dois galeões, um tripulado por piratas e outros pelas sereias. Durante o show de cerca de 20 minutos há troca de tiros entre os dois navios, explosões, incêndio, etc, num festival de efeitos especiais impressionante. No final, como era de se esperar, sereias e piratas confraternizam numa boa. O show acontece quatro vezes por noite, após escurecer e é grátis. É bom chegar no local com no mínimo 40 minutos de antecedência para pegar um bom lugar para assistir.





Agora, se você quer diversão de verdade, pura adrenalina, anote um nome: Stratosphere, o hotel-casino das alturas, tudo acontece lá em cima. Na minha opinião, o melhor. Pegue o elevador e vá até o ultimo andar, você verá o que é adrenalina. Eu, pelo menos, fui no "trenzinho-pendulo" e na conhecida "torre", com meu coração batendo a 1000. Mas a emoção valeu a pena, tudo com um rock tocando nas alturas pra dar mais adrenalina. Veja o video e diga se tem coragem, e lembre-se: você está no Stratosphere. Pois o outro "brinquedo" parecendo um polvo, eu nao tive a mesma coragem.





É na Las Vegas Strip, ou The Strip como é conhecida a Las Vegas Blvd. onde se concentram todos os Casinos, e cada um com seu tema, isto é, em poucos metros você passa do Egito a Veneza, do Rio a Nova York, de Paris ao Oriente Médio. Andar na Strip é querer ver e ser visto, é ficar o tempo inteiro boquiaberto em ver arquiteturas enormes, hoteis-casino com mais de 1000 quartos, passarelas para pedestre com escada rolante, muita luz, muita informação... tudo é muito mega.



Falando em Casinos, entrei em vários, virei cliente assíduo do Bellagio (pq eu nao saia de lá) e sai correndo do Luxor. Bem, quando fui, pela lei do Estado da Nevada, eu com 20 anos não podia jogar nas máquinas de caça-niquel perto das mesas de jogo (poker, black jack, roleta), mas logico que eu nao sabia da lei e joguei. Ganhei 30 dolares e como um bom brasileiro, fiz uma festa enorme! rsrsrs. Vieram 4 seguranças perguntando: ID please. Quando dei o ID da California, e viram que eu tinha 20 anos, eles falaram a lei e disseram: Devolva o copo (de moedas) no caixa, ou você estará preso. Bem, quando eles falara 'arrest' (preso em inglês), eu fiquei tão na filha, que deixei o copo no chão e sai pela primeira placa EXIT que existia. hahahahahhaha Tirando este episódio, gastei uns bons 150 dolares jogando (fora das mesas) e ganhei uns 200, sai no lucro. O segredo do jogo é saber parar. Vi velhinhos em segundos perder 10 mil dolares na roleta... Paralelamente a isto, quem está jogando bebe de graça, logo... sente no caça-niquel e fique bebado! rsrs Boa tática deles!



Ao contrário da grande maioria das cidades típicas americanas, onde estacionar no centro é difícil e pago, estacionar em Las Vegas é fácil e grátis. Todos os casinos tem estacionamentos imensos nos fundos. Ao chegar, você pode optar pelo Valet Parking (entregar o carro ao manobrista) ou Self Parking, onde você mesmo estaciona. Isto vale tanto para hóspedes de cada hotel como para qualquer motorista. Esta tática de oferecer estacionamentos imensos e grátis faz parte da estratégia dos casinos de atrair visitantes na esperança que eles deixem lá seu dinheiro. A vantagem disso é que quem vai simplesmente passear pela Strip pode estacionar seu carro no hotel que quiser, sair pela porta da frente, ir onde bem entender, e na volta pegar seu carro sem precisar pagar um centavo de estacionamento.



Em Vegas, encontram-se casamentos para todos os gostos. Desde as habituais capelas psicodélicas ao casamento tradicional. Tudo o que você imaginar é possível em Las Vegas. Casar de patins, em cima de uma Harley, numa limusine, ou mesmo sem sair do hotel. As “Wedding Chapels” estão por toda a parte e funcionam 24 horas por dia, mas tudo tem seu preço.



Agora, muitos devem perguntar: é só pra ver ou casar, e não jogar? Joga-se também, mas é um detalhe perto da capital mundial do entretenimento adulto.

Welcome.

PS: Bateu uma enorme saudade escrevendo este post e lembrando de tudo. Preciso voltar lá as soon as possible.