terça-feira, 30 de junho de 2009

San Pedro de Atacama: uma experiência

San Pedro de Atacama é tudo aquilo que você nunca imaginou. É o lugar inóspito com altas altitudes, frio e uma umidade que dificilmente passa dos 25%. É o lugar onde nas ruas só vemos turistas de diversas partes do mundo e o vulcão Licancabur é parte de uma paisagem constante.

Estar em San Pedro é estar no deserto mais seco do mundo, e confirmar aquele estudo sobre desertos que caiu na prova da 5ª. série. A amplitude térmica é impressionante, no inverno, 3 da tarde está 18ºC e às 9 da noite está 5ºC; no verão, 35 ºC às 3 da tarde e perto dos 12ºC à noite, mas como é tão seco percebemos o frio só quando bate aquele vento que corta a alma. Nunca esqueça 3 coisas: tome água, passe seu lipstick para não rachar os lábios e lembre-se que você está a mais de 2300msnm, e eventualmente pode sofrer o mal da altitude (facilmente combatido tomando chá de coca, encontrado em todos os restaurantes, bares e lanchonetes).

Chegar na cidade é fácil pois esta parte do Chile pertence a tríplice fronteira: Chile, Argentina e Bolívia. Para quem está na Argentina, ônibus fazem o trajeto a partir de Salta. Quem está na Bolívia, a fronteira é o fim da estrada que vem da cidade de Uyuni e quem está no Chile, tem a opção do ônibus, TurBus, 23hs de viagem a partir da capital, Santiago, ou avião, a partir do aeroporto de Calama e distante apenas 1h de San Pedro. Eu cheguei optei pelo avião e publicarei no Flight Test da Lan como consegui tão baratas as passagens domésticas, no aeroporto de calama temos 2 opções para chegar em San Pedro, o Transfer Licancabur ($ 8000), que deixa você no hotel/hostel ou ônibus da Turbus ($ 2500) que te deixa no terminal rodoviário.

Muita gente chega e procura um hostel para ficar, eu para não depender da sorte, pesquisei muito antes. Liguei para todos os hostels do site oficial de San Pedro e fiquei no Hostal Miskanty. Dna. Gloria, dona do hostel, sempre muito bem atenciosa. Fiquei num quarto privado com banheiro dentro ($ 12500 diária). Hostel muito limpo, porém um pouco frio; um dos pontos positivos é que fica apenas 1 quarteirão e meio da Calle Caracoles, a principal de San Pedro.

Esta rua tem uns 5 quarteirões e nela você achará todas as agencias de turismo, restaurantes, matadores de fome, cybers, cambio, supermercados, lojas de artesanato... em resumo: tudo. Outras ruas perpendiculares também têm alguma coisa, mas não na quantidade da Caracoles. Para um planejamento de gastos, em San Pedro o minuto de ligação para o Brasil custa $350, 1,5L de água $750 (lembre-se de comprar a Next libre de sódio) e 1h de internet $800. No final da Caracoles, o calçadão a esquerda em frente a agencia Atacama Connection, leva os turistas a praça principal, com museu e a igreja históricos, esta com o teto feito de troncos de cactus. Vale ressaltar que San Pedro tem 2 caixas eletrônicos: um nesta praça principal perto da loja da Entel e outro no início da Caracoles, quase esquina do Hotel Taka-Taka. Na alta temporada (dez-fev) o caixa não vence os saques e ficam dias sem dinheiro, desta forma, utilize seu cartão ou leve dinheiro em espécie; eu utilizei o caixa eletrônico 2x e em ambas tinha dinheiro, mas nunca confie, não deve ser legal ficar sem dinheiro no meio do deserto.

Os passeios mais conhecidos não têm como fazer por conta, assim, por algumas dicas eu fechei todos em uma mesma agência e ganhei cerca de 20% de desconto. Cada passeio eu farei uma nova matéria, pois tem muita informação. Foram 5 no total: Valle de la Luna/de la Muerte, Geisers del Tatio, Salar de Tara, Lagunas Altiplanicas e Laguna Cejas. Tem alguns pontos na cidade que alugam bicicletas, e dá pra ir a alguns pontos próximos sem muito esforço. O Oscar vai para o tour Salar de Tara, pois é a verdadeira experiência de estar no deserto, sem orientação alguma, no meio do nada. Vale a pena e recomendo³ a todos.

Alguns dias acabei tomando café da manhã num restaurante chamado O2, muito bom por $1750: chá ou café, pão, manteiga, geléias e suco. Para jantar, tem vários restaurantes e o preço na média comida + bebida gira em torno de $5000, algumas casas tem menu (prato de entrada, prato principal, sobremesa e bebida) pelo mesmo preço. Jantei em alguns lugares e em breve solto meus releases gastronômicos. As n lojas de artesanato, vale uma pesquisa! No final da Caracoles à direita tem um portão que leva a um boulevard com algumas lojas e lanchonetes, bem mais baratas. E se você ainda vai para a Bolívia, encontrará todo artesanato por 1/3 do preço.

Como San Pedro é uma cidade base, o agito é mais a noite, pois durante o dia todos estão fazendo algum tour. Conhecer a cidade também lega um par de horas, e você conhecerá tudo, com direito até de chegar na aduana, antes da estrada que leva a Argentina ou para a Bolívia. Mas não pense em danceterias ou bares agitados, San Pedro tudo deve fechar as 00h30, então, o melhor é confraternizar com os novos amigos num bar.

Coloco aqui os preços das entradas dos parques, assim todos podem se planejar, pois elas não estão incluídas no preço do passeio.
Recordo que os parques são "concessionados" à comunidade para preservação e ai eles cobram uma entrada assim que você chega para visitar. Tudo é muito organizado, com banheiros inclusive.

Tour Valle de la Luna + Valle de la Muerte
- Valle de la Luna $2000
- Valle de la Muerte $0

Tour Lagunas Altiplanicas + Salar de Atacama
- Vale de Jerez $1000
- Salar $2000
- Lagunas Altiplanicas $2000

Tour Termas de Puritama
- Termas $10000

Tour Geisers del Tatio
- Geisers $3500

Tour Laguna Cejas + Tebinquiche + Ojos del Salar
- Laguna Cejas $2000

Tour Arqueologico (da pra fazer de bike)
- Pukara de Lasana $2000
- Aldea de Tulor $2000
- Pukara de Quitor $2000

City Tour (por conta e a pé)
- Museo Gustavo le Paige $2500

A partir de hoje, bem vindo à imensidão árida do deserto altiplanico chileno!

SERVIÇO:
Site Oficial San Pedro de Atacama: http://www.sanpedroatacama.com/home.htm

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Na viña do Sr. Don Melchor de Concha y Toro


Muitos vão ao Chile a procura de neve e vinho, claro. O país mais estreito das Américas é o terceiro maior exportador de vinhos do mundo e especialista na fabricação com uvas cabernet sauvignon. Nos arredores de Santiago temos 3 viñas – Concha y Toro, Santa Carolina e Cousiño Macul - que podemos visitar e, principalmente, ir por nossa própria conta, economizando os famigerados preços cobrados pelas agencias de turismo. Cabe ressaltar que estas viñas não mostram ao vivo a produção do vinho, se você está querendo este tipo de tour, terá que ai sim desembolsar alguns dinheiros.

Aproveitei minha visita à cidade para conhecer a Concha y Toro, uma das minhas viñas prediletas. Ela fica em Pirque, comuna bem próxima a Santiago, fácil de chegar de metro (estação Las Mercedes) e um ônibus (saia pelo lado direito e no ponto do Mc Donalds pergunte pelo mini-bus que passa em frente a Concha y Toro). O Wine Tour custa $ 7000, dura cerca de 1h30 e a viña pede reserva por mail, principalmente se você vai na alta temporada (jul-agosto / dez-fev).

A originária fazenda do Don Melchor de Concha y Toro, fundador da viña, permanece intacta, com seu casarão, adegas e ao fundo o primeiro vinhedo. O lugar é exuberante, um verde incrível que faz contraste com as formas e arquitetura do séc XIX. Começamos vendo um vídeo falando sobre o Sr. Melchor e seu império de vinhos e depois saímos percorrendo toda fazenda, inclusive o antigo casarão, que hoje é o escritório.


Passamos pelo vinhedo e o guia explica como são plantadas as uvas, como é a colheita, como é a disseminação de pragas, quais são os períodos de plantio e qual a função da cordilheira para o vinhedo. Tudo isso acompanhado de um bom vinho...

Entramos na adega e conhecemos os barris que fermentam a bebida, e sim, são de verdade, tem vinho fermentando lá dentro. Descendo mais um nível, conhecemos onde foi criada a lenda do Casillero del Diablo e o guia apaga as luzes e faz um suspense quando começa a lenda ser contada por altos falantes.
Conta a lenda, muito interessante por sinal, que quando o Don Melchor produzia os vinhos que levavam seu nome (e que até hoje são o xodó de lá), começou a notar que, de tempos em tempos eles iam sumindo, sem deixar suspeitas. Foi então que decidiu plantar uma notícia entre seus funcionários que lá embaixo havia um diabo, que guardava as garrafas. Desde então as garrafas pararam de sumir e um dos vinhos mais conhecidos do mundo estava prestes a existir.

Passado a pirotecnia de mostrar o tal diabo, chegamos a loja. Cuidado! Esconda seu cartão de crédito. Além dos vinhos, a preços baratíssimos, a loja é bem completa no quesito acessórios. Não deixe de comprar um legítimo Don Melchor Cabernet Sauvignon, na minha opinião, um dos melhores vinhos que tomei. Ao lado da loja temos o Wine Bar, onde você poderá degustar qualquer vinho acompanhado de um bom queijo. Minha dica, além do Don Melchor, é o Marques de Casa Concha - Cabernet Sauvignon, meu segundo preferido desta viña.

Se esquecer de comprar algum vinho, não se preocupe, pois o supermercado será seu melhor amigo com preços semelhantes à loja da viña.

Aproveite a visita e boa degustação!

SERVIÇO:

Concha y Toro
Virginia Subercaseaux, 210 - Pirque
Santiago, Chile
Fone: (56-2) 476 52 69

domingo, 28 de junho de 2009

Guia Rápido - Santiago



Desde a primeira vez que estive em Santiago, em novembro de 2008, estou devendo uma matéria sobre a cidade e, um guia rápido do lugar para onde os brasileiros mais viajam na América do Sul depois de Buenos Aires. Agora, com esta passagem pela capital chilena, pago minha dívida com esta rota.

Dois dias e meio são suficientes para conhecer esta sensacional cidade com calma, com direito a uma visita na Concha y Toro a qual vou relatar amanhã. Inclua um terceiro dia para Viña del Mar e Valparaiso e outros dias, caso queira conhecer Sewell, Valle Nevado, visitas na Cousiño Macul e/ou Santa Carolina, viagem a Cajón del Maipo ou fazer algum tour para ver a produção de vinho na VI Região, vizinha a Santiago. O básico e essencial, da capital chilena, estarão aqui.

Aeroporto: É distante do centro e muito organizado. Lembre-se que o Chile não tolera qualquer entrada de alimentos perecíveis, desta forma, jogue fora antes de passar pela alfândega, com pena de multas se eles encontrarem algo. Para sair temos 3 alternativas:
1. Ônibus: saem de 20 em 20 minutos e custam em media $ 1500. Param na estação de metrô Parajitos e dali você tem todo Santiago pelas linhas de metrô.
2. Van Compartida: utilizei e recomendo. Por $ 5700 a van da TurBus te deixa no local que você indicar, este preço é ficar no bairro da providencia; se não em engano, $ 5200 para o centro e $6200 para Las Condes. Antes da saída do portão internacional procure o balcão da TurBus e boa viagem! E na volta, quando você for embora, só ligar ou mandar e-mail para eles que o preço sai o mesmo.
3. Taxis: sempre pegue taxis credenciados. Saindo do portão internacional você será assediado como se fosse uma estrela de Hollywood. Lembre-se de ir a um balcão credenciado para pegar o taxi. Media de preço: $18000 até a Providência.

Dinheiro: o peso chileno é algo complicado nada divisível por 10, 100 ou 1000 e sua cabeça demorará umas horas para acostumar a diferenciar o barato do caro. Um cálculo médio para se chegar em real é dividir por 1000 e multiplicar por 4. Não estranhe se sua mente pirar quando você chegar, e pedir uma água, e a atendente responder que custa $ 450. Ora, é simples. $450 = ~ R$ 2,00. Fuja da AFEX, a única agencia de cambio em todo aeroporto. Ali ela cobra taxa para troca de moeda e tem uma terrível cotação para o dólar e euro , pior ainda para o real. Como você não sobrevive no Chile sem peso chileno, troque o necessário para a locomoção e uma alimentação. As melhores casas de cambio estão no Paseo Ahumada no centro, lugar que fatalmente você passará no seu city tour.

Metro: use e abuse das linhas de metro. Te levam para todos os lugares que você precisa, são seguras e o bilhete é barato. Tem 3 faixas de horários, todas com seus preços, mas no horário de rush o bilhete não passa de $500 (~ R$ 2,00). Se preferir, compre um cartão e recarregue, pois você poderá utilizar no metro e nos ônibus interligados, como o Bilhete-único em São Paulo, porém pagando sempre uma nova tarifa; o cartão traz a comodidade de não ter que toda hora entrar na fila para comprar bilhete. Algumas estações são completos centros de serviço. A estação Los Heroes/La Moneda/Baquedano são uns exemplos: tem escritórios da TurBus para você comprar passagem (e não vende só ônibus deles, há convênio de venda para outras empresas), correios, centros da Entel/Movistar/Claro, ...

Começando nosso passeio pela cidade, desci na estação La Moneda e fui até o Palacio de la Moneda, centro do poder executivo chileno.
Arquitetura única o palácio, bem no centro da cidade, é passagem para muitos executivos ou trabalhadores que perto dali fazem suas horas de trabalho. Em frente tem um museo que conta toda a história da colonização chilena e nos dias ímpares as 10am tem a troca da guarda presidencial, evento fotografado e filmado por muitos. Seguindo à direita, estamos no Paseo Ahumada, um mega calçadão com várias lojas (muitas da Falabella, a gigante do varejo chileno) e muitas casas de cambio com as melhores cotações de Santiago; se tiver que trocar dinheiro, troque ali. As casas têm letreiros luminosos na porta, assim dá pra fazer uma pesquisa de todas as cotações.
Ali, não deixe de entrar em um dos bares ‘Café com Piernas’ para tomar um Capuccino Vanilla ou um Café. Não pense errado! Ali são bares antiguíssimos (Café Haiti e Café Caribe) sem maldade alguma, freqüentado por pessoas comuns e executivos para uma pausa diária, ou um café antes de trabalhar. As atendentes servem café com um micro vestido de lycra, ai está a origem do nome e podemos dizer que é uma válvula de escape do conservadorismo chileno.

Seguindo este calçadão chegamos à Plaza de Armas, considerado o marco da fundação de Santiago e onde estão a Catedral Metropolitana e os Correios. Antigamente ali era onde ficava a forca na época da colônia, onde os espanhóis mostravam o poder da justiça e com o passar dos séculos foi se transformando na praça onde foram erguidos os edifícios administrativos da província, hoje, Santiago.

Continuando reto, o calçadão muda de nome para Paseo Puente, mas nem notamos. No final chegamos ao Mercado Municipal, famoso pelos frutos do mar frescos à venda. Lembre-se que o Chile está no Pacífico, onde temos as melhores qualidades de frutos do mar. Se for hora do almoço, não deixe de experimentar o Côngrio no restaurante Donde Augusto, este tão antigo quanto meu avô. Atravessando o mercado por dentro, chegamos a um ponto com atrações culturais e populares: à direita a Bienal de Artes e à frente o mercado popular da ‘Puente Cal y Canto’. O primeiro quando fui estava acontecendo a feira do livro e o outro mercado vendia de tudo um pouco, como se fosse uma feira misturado com camelô; ali comprei umas frutas desidratadas que eu gosto muito.

Próxima parada são os ‘cerros’ (morros, montanhas) que estão dentro de Santiago e são 2 principais: Santa Lucía e San Cristóbal.

O cerro Santa Lucía fica bem próximo a estação homônima e é o cerro dos namorados. Digo isso porque o que você mais vê são casais nos mais generosos ‘amassos’ em vários espaços.
Mas o clima é, digamos, romântico. Seu diferencial está no conteúdo, pois este não é apenas um mirante disfarçado de cerro - sem querer desmerecer nenhum mirante, afinal muitas vistas valem mais do que qualquer outra atração. O negócio é que no Cerro Santa Lucia se tem belas vistas e de quebra muitas atrações, como uma imensa e bonita fonte que serve como coleta de fundos para uma ONG. Há ainda diversas histórias contadas através das estátuas e bustos espalhados pelo local, uma elevação rochosa de cor amarelo avermelhada com vegetação local típica. No outono, fica ainda mais exuberante com as folhas amarelas caindo. Fiquei horas sentado nos bancos descansando, pensando e refletindo; o lugar é calmo o extremo e merece essa pausa.

O segundo cerro é o parque metropolitano gigantesco, pois tem piscinas publicas, bosque, pistas de esportes, zoológico e claro, lá em cima um enorme mirante com a estátua da padroeira de Santiago (Imaculada Conceição) e Santiago a seus pés. Tem 2 maneiras de subir, por teleférico ou funicular.
Eu recomendo subir por um e descer por outro, assim se contempla duas vistas deste enorme parque. Sempre verifique no site antes o horário de funcionamento, mas digo de antemão que o teleférico tem uma vista maravilhosa. Lá no alto tem um anfiteatro e uma igreja feita de pedras e também, com muita sorte de um dia claro sem poluição, a cordilheira faz às vezes de parede da cidade. Lembre-se que a entrada do funicular e do teleférico são diferentes. Para completar, às portas do parque está uma das casas de Pablo Neruda, a La Chascona. Vale a visita, menos de segunda quando está fechada.



O melhor shopping da cidade é o Parque Arauco, próximo a estação de metro Escuela Militar (de lá 15 minutos caminhando ou uns 5 pontos de ônibus). É um pouco diferente dos shoppings aqui, não sei descrever, mas há algo diferente. Sobre a arquitetura, o Parque Arauco tem um enorme boulevard e muitas lojas, alguma coisa barata, mas a pechincha fica nas lojas ali do Paseo Ahumada, no centro. Àqueles que tem crianças, cuidado: em Santiago tem lojas da Fisher Price, e são uma tentação; eu, infelizmente, não pude trazer nada para minha afilhada, pois estava no início da minha viagem.

Quer agitar? Bairro Bellavista. Restaurantes, danceterias e bares a seu dispor, por ironia do destino, a Calle Brasil tem muitas opções.

Santiago é a mistura do novo e do antigo, é a organização em forma de cidade, é a funcionalidade das ruas e metro, é a cordialidade dos santiguinos.


SERVIÇO:


Abraço!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sewell, uma máquina do tempo em forma de cidade

Visitar Sewell é passar um dia inteiro na década de 40 ou 50, é vivenciar a história de um povo que viveu durante anos limitado aos 4 cantos à Cordilheira dos Andes. Como já relatei neste post-preview, depois de ver a reportagem do Fantástico, incluí conhecer este lugar ímpar nestas férias. Comecei a procurar tudo pela internet e descobri a única agência que faz o passeio à cidade, pois a CODELCO (Companhia Del Cobre), estatal chilena, controla toda área e autorizou somente uma agência de turismo explorar com tours. Logo, caso você queira ir por conta, repense, ou terá que voltar assim que chegar à entrada da empresa.

A VTS disponibiliza os passeios somente aos sábados, domingos e feriados em 2 tipos: Sewell ou Sewell + Mina El Teniente. Com saídas de Santiago (9h do Shopping Parque Arauco e 9h15 do Hotel Astúrias na providencia a 1 quadra do metro) ou Rancágua (10h30) resolvi ir no tour somente de Sewell, pois cumpriria meu objetivo de passar o dia nesta, hoje, cidade-fantasma, assim fiz todo contato por mail e foram muito receptivos; efetutei toda reserva e no dia foi só esperar o mini-bus. O outro tour, você visita Sewell rapidamente e depois entra no interior da 2ª. maior mina do Chile em extração de minérios, em pleno funcionamento. O caminho até a entrada da CODELCO é uma paisagem sem igual. Você ruma ao sul pela Panamericana e do seu lado esquerdo a Cordilheira dos Andes com seus picos de 4000, 5000msnm e, do lado direito a Cordilheira Domeyco, bem mais baixa, a qual separa o interior do país do Oceano Pacífico. Um ponto interessante neste trecho é que passamos no ponto mais estreito entre as 2 cordilheiras, no limite da Región Metropolitana (nosso DF) com a VI Región, onde Rancágua é a capital (región é como se fosse o Estado no Brasil).

Chegando à sede da CODELCO o grupo se separa, quem vai também visitar a mina entra para pegar os equipamentos de segurança obrigatórios e, quem vai somente a Sewell troca de mini-ônibus e conhece o guia que fará a visita: o Sr. Carlos, que trabalhou muitos anos na mina, até se aposentar, e nasceu e viveu até os 22 anos em Sewell, hoje se dedica ao trabalho de guia mostrando aquela, que para ele, foi sua cidade por muito tempo. Estar com este guia foi reviver estar ali, para cada ângulo que você olhava, vinha à mente imagens com as estórias que ele contava durante nossa caminhada. “Eu vivia ali”, “minha escola era aqui, dos filhos dos engenheiros ali”, “na saída da escola saíamos por este caminho e brincávamos perto daquele poste”, estas eram frases que narravam toda viagem no tempo que estávamos fazendo naquele momento.

Saímos dali e fomos subindo a Cordilheira rumo a Sewell, utilizamos a mesma estrada que os caminhões (centenas) passam com a extração de minério da mina El Teniente, a 2ª. em quantidade produtiva do Chile, são 140.000 ton/dia onde somente 1% é cobre, o restante são outros minérios também aproveitados para venda. Esta subida avista-se toda composição da mina, extração, fundição, o despacho dos lingotes. Entrando mais na cordilheira, após uns 30 min, avistamos ao longe Sewell.

Final de outono, eu cheguei a Sewell já com neve, mas longe dos 4m que já existiam na época que o Carlos morava ali, realmente o clima está mudando. Em Sewell, as crianças não estudavam em todo inverno e as casas possuíam túneis para sair às escadas devido à altura da neve. Começamos nossa visita na base do acampamento, para uma explicação rápida sobre o tipo de construção e funcionalidades para época, depois a van nos deixou no alto da cidade e começamos descer as intermináveis escadarias, pois rua era algo inexistente para eles. Assim, fizemos um percurso histórico de cima para baixo.

Começamos ver a casa onde ficavam os engenheiros e diretores da mina, todos americanos, seus apartamentos eram privativos (com banheiro dentro e quartos separados) e no subsolo tinha até uma piscina aquecida. Lá regia um tipo de sistema de castas: engenheiros e diretores de um lado e trabalhadores da mina e funcionários da cidade de outro. Estes moraram em edifícios chamados de camarote, onde o banheiro era compartilhado e cada família dependendo do nível tinha um quarto ou quarto + cozinha. Por todo lugar que olhamos podemos perceber a forte influencia americana, inclusive no cinema/teatro da cidade, os filmes estreavam em Sewell primeiro que Santiago, pois os americanos recebiam os rolos primeiro. Também, a idéia de pintar a cidade toda de verde era dos americanos, pois diziam que, devido a altitude e a cordilheira, faltava o verde da flora.

Sewell teve moradores que nasceram e morreram ali sem saber o que era uma cidade de verdade, a chegada do trem 1x por semana ou a cada 15 dias era uma festa para toda comunidade, pois chegavam novas pessoas e mantimentos que abasteciam as lojas e mercados que ficavam na base da cidade, ali era o centro. Segundo o Carlos, tinha tudo: salões de beleza, mercado, farmácia, lojas de roupa, bares...

Tudo está muito bem conservado, os prédios, escadarias, sistema de contenção de neve, hospital, escola, pois a UNESCO fiscaliza e pede que por ser um patrimônio da humanidade seja em toda sua parte restaurada. Assim, vemos a primeira pista de boliche do Chile que, sim, foi em Sewell e está totalmente restaurada, com fotos dos torneios da época e a placa de quando foi inaugurada. Conta o Carlos que eles poderiam jogar desde que os engenheiros ou superiores não a utilizassem.

O hospital hoje desativado, continua do mesmo jeito com seus leitos e salas de consulta. No Térreo ainda funciona o refeitório que, hoje, serve o almoço aos trabalhadores da mina e aos turistas no fim de semana. Descendo mais um nível, encontramos a igreja (católica) toda restaurada onde ao lado do altar, turistas deixam mensagens de agradecimento por ter conhecido um lugar tão especial. Um nível mais baixo nós chegamos à escola onde hoje é o museu. As salas de aulas e os salões foram transformados em um filme, onde você conhece todo funcionamento da mina El Teniente desde sua abertura, conhecendo como se extrai o cobre e como essa extração foi se modernizando, pois bonecos com roupas da época contam a história. Do mesmo modo, conhecemos uma típica casa dos americanos e dos trabalhadores, vemos utensílios, fogões, roupas, cartas, fotos e cadernos. Nas paredes, muitas fotos ampliadas retratando a época e percorrendo com o Carlos tudo isto, você via em sua feição a alegria, de estar mostrando tudo aos visitantes, e as saudades do tempo que ele subia e descia aquelas intermináveis escadas.

Sewell sobrevive hoje disto: souvenires do museu, os visitantes que chegam pela VTS. Por isso faço questão de divulgar e difundir este passeio para quem visita o Chile e tem tempo no fim de semana. Foram 5h30 percorrendo uma cidade onde a história ainda permanece viva.







SERVIÇO:

SEWELL
http://www.sewell.cl/

VTS
http://www.vts.cl/
Tour Sewell - $18.000
Tour Sewell + Mina El Teniente - $23.000
Almoço opcional no refeitório da cidade - $ 3.500
(preços em pesos chilenos)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Flight Test: Pluna

Hoje começo as matérias sobre a minha viagem de 21 dias pelo território chileno e tentarei seguir a ordem natural dos fatos. Este é o primeiro Flight Test do blog e seguirei os mesmos princípios do bus Test que fiz para a Andesmar, o qual relatei aqui. Geralmente, e vocês podem perceber isto, sempre viajo pela TAM, mas a oferta de US$ 220.00 mais taxas, contra os 20.000 pontos para emitir minha passagem por milhagem, falou mais alto e, mesmo nunca ter voado pela Pluna, encarei o desafio de sair de São Paulo e chegar a Santiago via Montevidéu. No ínicio parece um pouco cansativo, mas a conexão era de apenas 1 hora.

A Pluna, a única aérea uruguaia voa do Brasil (Sao Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis - as 2 ultimas na temporada) diariamente para Montevidéu e de lá oferece conexões imediatas para Argentina (Buenos Aires, Bariloche - na temporada - e Córdoba), Chile (Santiago), Uruguai (Punta del Este - na temporada) e Paraguai (Assunção). Possui a frota mais nova da América Latina composta de 7 jatos Bombardier CRJ-900 NextGen, com 90 assentos na configuração 2 - 2, incluindo 6 assentos diferenciados (espaço para as pernas, check-in prioritário e sem cobrança na franquia de bagagem).

O avião é ultra silencioso, no que se refere a jatos, isto é um bom diferencial. Viajei na 3a. fileira em um trecho e na 19a. em outro e durante o voo não escutei os barulhos da turbina. E por desempenhar boa velocidade devido a tamanho x peso, chegamos em todos os destinos 20 a 30 min. antes do previsto, pequeno detalhe que eles fazem questão de falar no speech final de voo, claro, completando o speech inicial de 0 min. de atraso, pois todos os trechos que voei saíram no horário.


Por ser um jato e estarmos acostumados a viajar em Boing ou AirBus, a primeira impressão parece estranha, onde tudo parece tudo muito pequeno, eu com meus 1,88m de altura tive que me abaixar para entrar e no corredor minha cabeça passava a centímetros do teto, uma cronica de uma tragédia anunciada: ficarei apertado. Engano meu, todos os assentos em couro o espaço foi bem planejado e não fiquei apertado por 2h; o vizinho da frente até pode rebaixar os 10º de inclinação que tinha a poltrona sem me incomodar.


Serviço de bordo é cobrado, mais uma novidade para nós brasileiros. De graça eles dão um pacotinho de amendoim, e no bolsão do assento tem o menu cobrado. Cerveja ou vinho US$ 5, refigerante US$ 3, café, chá ou água US$ 2, croissant com queijo e presunto frio e gigante US$ 6, para nós é algo diferente, mas viajando por eles vi que era algo normal. Podia pagar em real, peso chileno, peso argentino, dólar americano, euro e guarani, os comissários - 2 funcionários por voo - se encarregavam de servir e fazer a conversão se necessária.


Uma outra novidade é o sistema de franquia de bagagem. São permitidos 23kg em 1 peça mais 8kg em bagagem de mão. Toda peça despachada é cobrado no momento do check-in US$ 20 (exceto voos originários no Brasil porque tem regulamentação da ANAC), ganha-se 50% de desconto na primeira peça caso você faça o check-in pela internet, disponível de 32 a 3 horas antes do voo. Quilo adicional aos 20kg despachados cobra-se US$ 4.00/kg extra.

O jato nao oferece nenhum recurso audio-visual para entreter a viagem, mas vale lembrar que seu mp3 player, iPod, iPhone são muito válidos nessa hora, por mais que seja rápida a viagem.
A conexão em Montevidéu foi praticamente imediata, se você quiser passar no duty free uruguaio tenha em mente o que você quer, pois assim que botei o pé na sala de embarque, em 25 min. já estavam fazendo a primeira chamada para o meu próximo trecho. Então, sejam rápidos no trajeto avião - sala de embarque - banheiro - dutyfree.

Para uma opção barata, a Pluna me surpreendeu com um excelente serviço, funcionários bem simpáticos e, principalmente, com a pontualidade de saída e chegada no destino.

SERVIÇO:
Pluna: www.flypluna.com

FLIGHT TEST:
Aérea: Pluna
Rota: São Paulo (GRU) - Santiago (SCL) (conexão em Montevidéu - MVD)
Horário: 15h
Data: 30/05/2009
Classe: Econômica

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Chile: do deserto à Patagonia

"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver." Amyr Klink

Pessoal, trouxe muito material para escrever sobre por onde estive, conheci e comi, com mais de 1600 fotos e videos. Se preparem, pois começarão as matérias sobre paisagens surreais e sensacionais, que misturam de um lado a aridez do deserto e de outro a ambudancia da flora patagonica.

Até breve.

domingo, 21 de junho de 2009

Ganhando Altitude...


Recebi este insight de douglas Spernega, amigo publicitário, e com certeza estou linkando por aqui.

A Azul, noviça voadora, assumiu, esta semana, a liderança do ranking do Espaço do Passageiro, avaliação feita pelos usuários das companhias aéreas no site da Anac (divulgado, aliás, na coluna de papel).
Nos quesitos, a novata só perde das outras no "Atendimento a necessidades especiais".

Num país com tão poucas companhias aéreas sempre é bom para nós, clientes, as concorrências de qualidade e preço. Assim que surgir a oportunidade de voar por esta aérea estarei publicando um Fly Test.

Abraços

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nazca: Linhas como tatuagens

Este é um último post programado, amanhã, 19, estou voltando ao Brasil... Serão 1 taxi, 3 aviões, 1 conexão e saio da Patagonia e chego em São Paulo....


Um colibri, uma aranha ou uma flor. Do solo são imperceptíveis, mas do céu, um mistério para o homem moderno. Desde que foram descobertas pelos cientistas em 1927, as Linhas de Nazca são consideradas um dos vestígios mais incríveis deixados por uma civilização formada antes da Era de Cristo.

Gigantescas figuras geométricas, humanas, de animais e plantas estilizadas (algumas com mais de 300 metros) foram cravadas sobre as planícies rochosas do deserto da costa peruana, e só podem ser observadas a centenas de metros de altitude, ou seja, em sobrevoos. É aí que mora o enigma. A cultura Nazca, sociedade que habitou a região entre 300 a.C e 800 d.C, conhecia a tecnologia do voo? Além disso, como foram desenhadas? E o mais intrigante: com qual finalidade foram feitas e como até hoje não desapareceram, mesmo com a pouca chuva anual?

Os mais de 200 mil turistas que chegam por ano à cidade de Nazca, a 460 km ao sul de Lima, são de cara recebidos com as diversas hipóteses sobre o tema. A mais difundida é a da alemã Maria Reiche, falecida em 1998 aos 95 anos. A "Dama do Deserto", apelido em homenagem a toda sua vida dedicada ao estudo dos geoglífos, dizia que se tratava de um imenso calendário astronômico e agrícola, onde a população Nazca podia identificar as estações do ano e a melhor época para seus cultivos.


Visitantes mais místicos, e um tanto ufólogos, são atraídos pelas teorias mais arriscadas, como a do suíço Erich Von Daniken. Em 1968, ele escreveu "Eram os Deuses Astronautas" propondo que as linhas da zona de Pampa Colorada são pistas de aterrissagem para naves de extraterrestres.

Há também quem afirme que os Nazca poderiam, sim, produzir balões. Décadas atrás, um grupo da International Explorers Society conseguiu construir o Condor I, baseado no desenho de um suposto balão impresso em um vaso da cultura Nazca, e usando as mesmas tecnologias conhecidas na época. "Outras opiniões mais atuais defendem que os desenhos sinalizavam, na verdade, os pontos de água subterrâneos do deserto", explica um dos guias locais.

Diversos estudos apontam que as curiosas figuras, eleitas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1994, foram feitas com uma técnica bem simples: retirar as pedras da superfície do solo avermelhado e empilhar-lhas ao longo de ambos os lados do traçado, deixando à mostra a terra mais fina e rosada que ficava embaixo.

"Foram preservadas durante tantos séculos graças à ação da umidade durante a noite, que consolida as rochas ao terreno natural, e ao vento que sopra rasante, não deixando acumular a areia", escreveu o arqueólogo italiano Giuseppe Orefici que lidera há mais de 20 anos as escavações do sítio arqueológico Cahuachi, a antiga capital da cultura Nazca. Muitas das linhas pode-se ver faixas de carros, isto é, vandalos que no passado passaram de carro em cima dos desenhos. Hoje, no Peru, isto é crime e o infrator pode ficar preso vários anos.




A 30 km do centro da cidade, Cahuachi é formada por um conjunto de pirâmides e um cemitério. O lugar foi destino sagrado de milhares de peregrinos no Antigo Peru. As cerimônias incluíam diferentes tipos de oferendas, como cerâmicas e tecidos, além de animais e até humanos.

As peças encontradas nas investigações do grupo de Oferici podem ser conferidas no Museu Didáctico Antonini, imperdível para quem resolve esticar a estadia em Nazca e explorar os outros atrativos da cidade. A maioria dos turistas acaba desperdiçando a oportunidade de conhecer melhor sobre as culturas pré-incas que habitaram a região, optando pelas excursões de um dia que contemplam apenas o sobrevoo pelas linhas.

Uma das curiosidades do Museu Antonini é constatar que o mesmo estilo de desenho dos geoglífos está presente na impressionante produção de cerâmica e tecido deixada pela remota civilização. Outra herança que vale uma visita são os aquedutos, canais destinados a conduzir a água de um lugar para outro, que possibilitaram aos nazcas o desenvolvimento da agricultura em um lugar tão árido.

A 15 minutos da cidade, o Aqueduto de Cantalloc funciona até hoje e a visita ao sítio é oferecida pelas agências de turismo locais. Um casal de brasileiros, que trocou o sobrevoo para ver a milenar técnica de transporte e armazenamento de água, gostou tanto do lugar que decidiu percorrer os canais subterrâneos, tal qual fazia o antigo homem nazca para limpar seus aquedutos. "O cheiro é bem forte e ficamos com medo de desmaiar", conta a jovem Denise Ton Tiussi ao voltar à superfície.





Composto por 13 tumbas dos antigos habitantes de Nazca, o cemitério de Chauchilla é assustador, mas muito interessante. As múmias estão expostas em seu local original, acompanhadas sempre das cerâmicas e tecidos da época. Décadas atrás, o local, a apenas 30 km do centro, sofreu vários ataques de saqueadores de tesouros pré-colombinos. Felizmente, o lugar hoje está protegido, convertendo-se em mais um dos enigmáticos sítios arqueológicos do Peru.




Sobrevoar as Linhas de Nazca exige uma pequena dose de adrenalina e cuidados. Para os passageiros verem as tais figuras impressas na superfície, é necessário que o piloto realize manobras mais inclinadas para ambos os lados. Esse movimento pode marear alguns tripulantes e acabar estragando o passeio. Para prevenir o enjoo, é recomendável não ingerir alimentos nem bebidas alcoólicas horas antes da decolagem, e optar pelas aeronaves que partem no início da manhã, período que o vento sopra mais leve no deserto. Para quem não quiser encarar o avião, há um tour que leva o turista até um mirante instalado nos arredores da cidade, na Rodovia Panamericana. Do alto da torre de 12 metros de altura dá para observar duas das famosas linhas ("mão" e "árvore"), além de figuras geométricas e muitos traçados retos milenares.


SERVIÇO

Sobrevoo Linhas de Nazca
Alas Peruanas
Calle Lima 168,
Tel: (51) 56 522497


Fonte: UOL Viagens