Isto é inevitável, eu mesmo antes de redefinir todo o rumo da minha carreira, comparava, estressava e ficava pensando o por quê não cheguei ao patamar de muitos colegas de faculdade; no meu caso era inviável comparar aos colegas de trabalho, visto a cultura administrativa da empresa, mas sempre estava de olho no mercado, comparando os quesitos práticas salariais e planos de carreira.
Bem, até Jul/08 eu tinha atingido um patamar similar, mas depois tudo saiu fora de prumo, e olha que eu avisei e relutei em não ser obrigado a mudar de caminho. Hoje sinto orgulho dos colegas de faculdade que conseguiram levar a própria carreira à frente e torço muito àqueles que tem um plano bem estrutudado de crescimento na própria empresa. Há males que vem para bem, aliás nada é coincidência, tudo está escrito.
Bem, até Jul/08 eu tinha atingido um patamar similar, mas depois tudo saiu fora de prumo, e olha que eu avisei e relutei em não ser obrigado a mudar de caminho. Hoje sinto orgulho dos colegas de faculdade que conseguiram levar a própria carreira à frente e torço muito àqueles que tem um plano bem estrutudado de crescimento na própria empresa. Há males que vem para bem, aliás nada é coincidência, tudo está escrito.
Transcrição do comentário do Max Gehringer para a rádio CBN, do dia 08/12/2009, sobre comparações salariais entre ex-colegas de faculdade e atuais colegas de empresa.
Comparação salarial com colegas de trabalho, e não da universidade
"Faz três anos que me formei numa faculdade de renome", escreve um ouvinte. "Assim como a grande maioria de meus companheiros de turma, não tive problemas para conseguir o meu primeiro emprego. Porém, quando a nossa turma se reuniu este ano, para comemorar o terceiro aniversário da nossa formatura, alguém lá sugeriu fazermos uma pesquisa secreta de salários. Cada um de nós escreveu num papel quanto está ganhando por ano. E no fim da reunião, os resultados foram apresentados. Para minha surpresa, fiquei entre os últimos colocados, aqueles com menores salários. Será que não estou sabendo administrar a minha carreira?"
Nada disso. Fazer comparações salariais diretas com antigos companheiros de escola, é um engano muito comum no mercado de trabalho.
Se a mesma pesquisa for repetida nos próximos cinco anos, os resultados mostrarão grandes alterações nas posições, a cada ano que for passando. Alguém que num ano estava próximo do topo, pode ir para a rabeira, dois anos depois. E vice-versa. Isso porque o mercado é dinâmico, e a curva salarial não é linear.
Alguns formandos conseguem empregos iniciais com salários maiores, enquanto outros entram em empresas que pagam menos aos recém-contratados, mas irão proporcionar planos de carreira mais sólidos em médio e longo prazo.
Oportunidades surgirão mais cedo para uns e mais tarde para outros.
Se em seus três anos na empresa atual, o nosso ouvinte nunca desconfiou que poderia ter entrado numa canoa furada, é porque ele não entrou. E o único efeito da pesquisa salarial será, como parece estar sendo, a de gerar caraminholas na cabeça dele.
As comparações com companheiros de escola só começam a fazer sentido após quinze ou vinte anos de formado, quando a carreira estará encaminhada ou estabilizada. Aí sim, quem ficou para trás, dificilmente irá recuperar o atraso.
E há também um outro aspecto a considerar. Alguns dos companheiros podem ter mentido na pesquisa, talvez até por brincadeira.
Por isso, a única avaliação possível que nosso ouvinte pode fazer, é a de se comparar com os colegas de trabalho. Ele está ficando para trás em relação aos que entraram na empresa na mesma época que ele? Se está, aí sim há alguma coisa que ele deveria ter feito e não fez.
É nisso que eu sugiro que o nosso ouvinte se concentre. No que ele precisa fazer para superar a si mesmo, todos os dias. Sem se preocupar se a galinha do vizinho bota ovo mais amarelinho.

1 comentários:
Parabéns muito bom, eu sempre leio o Max Gehringer, da uma lida nesse vídeo que achei a pouco tempo, sobre o Marketing Pessoal http://www.youtube.com/watch?v=uM8xEcX4Fv4 .
Postar um comentário