segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Aluguel sem fiador?

Bem, em mais uma jogada de marketing mestre a Caixa lança mais um programa para facilitar a vida de quem precisa alugar um imóvel. O então famigerado fiador dá lugar à um cartão (de crédito) onde o aluguel vem direto na fatura. Espertos, eles dão 2 limites, para que você compre mais coisas também; aliás, se a ideia funcionar, basta ter disciplina e não entraremos em mais uma dívida.

Gostei da ideia, porém nem tudo são rosas. Há uma taxa anual de anuidade no valor de R$ 96,00 (bem, mais em conta que a fortuna dos seguros-fiança que existem no mercado ou o depósito compulsório). Agora, esperamos que as imobiliárias topem.

O que vocês acharam?


Cartão Aluguel da Caixa terá taxa de 6,67% ao mês e anuidade de R$ 96

O Cartão Aluguel da Caixa Econômica Federal, lançado nesta segunda-feira como opção de garantia na locação residencial, terá uma taxa de anuidade de R$ 96 e outra de manutenção de 6,67% ao mês. Ao final de um ano, esse encargo vai ser equivalente a 80% do valor de um aluguel mensal.

O produto será oferecido nas bandeiras Mastercard e Visa e o cliente terá dois limites, sendo um exclusivamente para o aluguel e outro para o pagamento de compras em estabelecimentos comerciais. Ou seja, o cartão elimina a necessidade de fiador, depósito caução ou seguro-fiança mesmo que a parte referente à locação não seja ativada.

Se for, a taxa de manutenção será cobrada, em um contrato que pode variar de dois a 12 meses já acordado com a imobiliária. Isso quer dizer que, mesmo que o locatário só precise cobrir as despesas com aluguel por um mês, ainda assim terá que arcar com os encargos pelo intervalo estipulado anteriormente.

A fatura do cartão passa então a ter o valor do aluguel. Se ficar inadimplente, o cliente terá que pagar ainda juros, que não foram informados pelo banco. Na média, a linha de cartão de crédito tem uma taxa de 10,7% ao mês, segundo a última pesquisa da Anefac referente a novembro.

O vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fábio Lenza, não quis detalhar quais seriam os critérios de análise de crédito, adiantando apenas que a renda mínima exigida no projeto piloto --em quatro imobiliárias de São Paulo e de Goiás a partir desta semana-- é de R$ 1.000. O produto deve chegar a todo o Brasil em fevereiro e pode haver ajustes nas regras de acordo com a região.

DOIS LIMITES

Para o executivo, o fato de haver dois limites para o cartão não vai incentivar a inadimplência, citando como exemplo o teto para o cheque especial e para o crédito pessoal para o mesmo cliente. "Isso já é praxe do sistema bancário", afirmou.

O presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) do Estado de São Paulo, José Augusto Viana Neto, destaca a importância do novo produto para estimular a concorrência. O seguro-fiança, por exemplo, cobra em torno do equivalente a um aluguel mensal no período de um ano.

Na sua opinião, as seguradoras já devem estar pensando como reduzir esse valor e os bancos privados podem lançar produtos semelhantes para concorrer com a Caixa. Pesquisa do Creci-SP mostra que cerca de 60% dos aluguéis são de até R$ 800 no Estado.

Para João Crestana, presidente do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo, o Cartão Aluguel deve incentivar os investimentos em imóveis para alugar e ser vantajoso também para quem até então dependia de fiador. "O inquilino não vai mais precisar pedir favor a ninguém." Para ele, será possível até negociar um valor menor de aluguel, já que o locatário "terá o melhor fiador: um banco".

METAS

A Caixa prevê atingir 300 imobiliárias cadastradas até fevereiro, quando o produto será lançado nacionalmente. Mais de 4.000 já têm parceria com o banco federal para o financiamento na compra de um imóvel e serão convidadas a participar.

A expectativa é ter 100 mil cartões um ano após o início das operações em âmbito nacional. Para cinco anos, a meta é ainda mais ousada: chegar a 1 milhão. A base de cartões convencionais da Caixa tem atualmente 7,7 milhões de unidades em circulação. "O risco [de calote] é diluído dentro da carteira, diminuindo o preço do valor final para o cliente", afirma Lenza.

ALTERNATIVAS

O seguro-fiança vem ganhando espaço no mercado de locação, mas ainda esbarra no valor alto. A despesa extra em um ano pode ultrapassar o valor do aluguel de um mês, dependendo da cobertura contratada, que pode englobar também danos ao imóvel e pintura. Há inquilinos que não conseguem encontrar um fiador e locadores que não consideram o depósito caução vantajoso porque cobre apenas três meses de atraso no pagamento do aluguel.

O mercado de locação residencial segue aquecido. Na capital paulista, os contratos novos assinados em novembro tiveram aumento médio de 1,6% em relação aos valores negociados em outubro. No acumulado dos últimos 12 meses, o acréscimo atinge 12,9%, segundo os dados do Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo divulgados nesta segunda-feira.

Um comentário:

Um sonho a dois disse...

Olá!Passei por aqui pra conhecer seu blog pois estamos organizando uma viagem pra Santiago em julho. Caso queira conhecer meu blog(www.cireumsonhoadois.blogspot.com) no qual relato nossa experiência em três países europeus. Abraços, Cibele.